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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Espião russo trabalhava na Microsoft

O décimo segundo espião russo a ser detido e, posteriormente, deportado dos Estados Unidos, trabalhava na Microsoft , o que, de acordo com o "Financial Times", sugere que estivesse em busca de informação privilegiada em tecnologia assim como contactos pessoais.


Alexey Karetnikov, de 23 anos, trabalhou durante nove meses na sede da empresa líder mundial de software, em Redmond, Washington, embora exercesse um cargo “júnior”, o que levou as autoridades a considerar que, à imagem dos restantes espiões entretanto detidos, não terá recolhido qualquer informação que pudesse prejudicar a segurança dos EUA.

“Não descobrimos qualquer prova de que [Alexey Karetnikov] tivesse possuído, retido ou passado qualquer informação sensível ou privilegiada”, adiantou Dean Boyd, porta-voz do Departamento de Justiça, em declarações ao “Financial Times”.

Esta conclusão do Departamento de Justiça está em consonância com a forma como os órgãos de comunicação social têm retratado os espiões detidos, no sentido de os considerar ineficazes e com falta de capacidades e objectivos em alta tecnologia.

O objectivo de Karetnikov, segundo Dave Aitel, pesquisador e ex-agente da National Security Agency, muito provavelmente, seria o de encontrar vulnerabilidades no sistema operativo Windows ou em outros programas da Microsoft, que, caso fossem encontradas, ajudaria outros agentes a infiltrarem-se em computadores norte-americanos.

Outro dos agentes russos detidos, tirou um “Masters” em política pública, em Harvard, e fundou uma empresa que vendia software considerado como “decision-making”, ou, numa tradução literal, “tomador de decisões”. O referido software convidava executivos a incluir os seus planos no software o que poderia ser valioso se transmitido para Moscovo.

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